O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 31/05/2021

A cultura da tribo tailandesa Karen, determina que as mulheres com maior número de argolas em seu pescoço — as quais alongam e danificam a estrutura óssea dele — são as mais belas. Apesar da distância, no Brasil a busca pelo corpo ideal é algo almejado pelas pessoas, especialmente por influência das mídias sociais — como o Instagram. Concomitantemente, a busca pelo padrão corporal pode causar distúrbios alimentares nesses indivíduos.

Primordialmente, é importante destacar que as mídias sociais por meio da exposição de uma visão idealizada do corpo humano se tornou o principal algoz do público influenciado. Segundo dados do estudo da Edelman Intelligence atribuído pela Dove, é evidente que apenas 17% das mulheres não se sentem coagidas a atingir o padrão de beleza da sua sociedade. Portanto, torna-se indubitável que a influência que a padronização do corpo tido como belo tem sobre a vida das pessoas, em especial das mulheres.

Além disso, o desejo desenfreado por esse padrão juntamente com a ansiedade causada pela frustração de não atigi-lo pode causar distúrbios alimentares graves nessa pessoas, como a anorexia, bulimia e vigorexia. De maneira similar, a personagem Ellen do filme “O mínimo para viver”, devido a sua baixo autoestima enfrenta a anorexia, um distúrbio que leva a pessoa a comer pouco e fazer exercícios excessivos com obsessão em perder peso. Finalmente, a personagem recorre a um tratamento médico. Semelhantemente ao filme, as pessoas precisam identificar esse tipo de problema, a fim de evitar que ele aflija mais pessoas.

Torna-se evidente, portanto, que a padronização do corpo é algo que prejudica a vida das pessoas. Para que isso mude, o Governo Federal — responsável pelo bem-estar da população — deve realizar campanhas que alertam sobre os perigos dessa uniformização corporal. Isso pode ser feito por meio de propagandas com personalidades que já passaram pelos distúrbios citados, como uma forma de identificação com o interlocutor.