O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/05/2021
Desde a antiguidade, a busca para se encaixar em um padrão imposto pela sociedade acerca do corpo ideal existe. No Renascimento, por exemplo, o padrão de beleza das mulheres renascentistas era ter quadris largos, seios grandes juntamente a sua altura, devendo ser alta. Sendo possível notar como o culto ao corpo se estende através do decorrer dos anos, formando e criando uma cultura de padronização e a procura por se encaixar nela.
Até poucos anos atrás eram vistas como bonitas, a mulheres as quais possuíam corpos magros, cabelo liso e pele clara, ditando o que era belo ou não, promovendo diversos paradigmas e distúrbios que permanecem até os dias atuais, principalmente com a ascensão do acesso à internet. Distúrbios alimentares na década de 90, eram até normalizados em busca de defender um padrão de beleza inalcançável.
Por outro lado, a contemporaneidade trouxe consigo o questionamento e a quebra de diversos padrões, acontecendo um processo de desconstrução, onde as pessoas possam valorizar seu corpo independente de como seja, ainda que pouco, mas já sendo um grande passo. Dando a importância a saúde do corpo, afinal, são várias as formas e modelos de corpos, e manter apenas um como padrão, além de desnecessário, soa preconceituoso com aqueles que não se encaixam nele.
Portanto, em prol da valorização de corpos diferentes e sadios, visando acabar com os estigmas existentes sobre padrões de beleza, são necessárias campanhas de visibilidade e conscientização, por parte de mídias, propagandas, meios de acesso a informação no geral, para incentivar e ajudar na reeducação da sociedade em vista do culto à padrões de beleza corporal.