O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/05/2021
Hodiernamente, muito se discute sobre, o culto à padronização corporal no Brasil. “As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. O famoso verso do poeta Vinicius de Moraes é capaz de sintetizar muito bem o pensamento hegemônico vigente há alguns séculos. A Idade Contemporânea trouxe várias mudanças e inovações, dentre elas a construção e o fortalecimento de padrões estéticos, em centro urbanos, até então adotados e compreendidos majoritariamente pelas nobrezas aristocráticas.
Em primeiro lugar, podemos falar que, é preciso pontuar, de início, que, segundo o filósofo Karl Marx, o pensamento prevalecente em uma sociedade é comumente imposto pela classe dominante. Os padrões de beleza, idealizados pela elite, não são de fácil acesso às classes menos privilegiadas, essas normalmente se sentindo lesadas por não reproduzirem um arquétipo de estética.
Sendo assim, As imposições da sociedade, que dobram a busca pela beleza, oprimem os que não se encaixam nesse padrão, tendo como consequência o aumento do número de casos de depressão, ansiedade, suicídio, entre outras mazelas. Os jovens são o alvo principal devido à suscetibilidade que apresentam, por estarem começando a socializar.
De acordo com os fatos mencionados acima, podemos concluir que, O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) deverá regular propagandas que incitem a adoção de padrões estéticos com maior rigidez, promovendo a diversidade de aparências. O Ministério da Educação, aliado as escolas da rede pública e privada, deverá realizar palestras educativas, ministradas por professores e educadores, que abordem o tema. Posto isso, será possível mitigar a busca desmedida e exacerbada pela perfeição corporal.