O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 31/05/2021

A “Modernidade Líquida”, termo cunhado por Zygman Bauman, foi tecido para definir a sociedade hodierna: facilmente moldável e incapaz de manter a mesma identidade por muito tempo. Tal aspecto é incontrovertível no que tange ao comportamento da sociedade brasileira que resulta, infelizmente, no culto ao corpo , sobretudo, no que concerne à sua padraonização em detrimento da saúde. Sob esse ângulo social, a má influência midiática, somada com questões socioculturais, fomentam um cenário nefasto.

Antes de tudo, é imperioso ressaltar a mídia como influente na perpetuação desse revés. De acordo com Adorno e Hockheimer, filósofos da escola de Frankfurt, os bens de cultura padronizam a forma de pensar, agir e compreender a realidade, no qual a indústria fabrica valores, desejos e necessidades nos indivíduos. Dessa forma, tal aspecto pode ser claramente exemplificado quando a indústria de produtos de beleza utiliza os meios comunicacionais, como a televisão e as mídias digitais, para dissipar a ideia de um padrão estético ideal e inalcançável, no qual todos os Indivíduos necessitam segui-lo. Em virtude disso, há, como consequência a alienação social, uma vez que o homem perde sua capacidade crítica e, por conseguinte, acredita que tal padrão social precisa ser alcançado, mesmo que prejudique sua saúde física e mental.

Ressalta-se, ademais, as questões socioculturais como um agravante ao imbróglio. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que o culto à padronização do corpo é fortemente influenciado pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social que às fazem seguir determinado padrão estético , a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa. Dessa forma, percebe-se uma das causas do problemas, que de ser intermediada à luz do Ordenamento Jurídico Brasileiro.

Dessarte, é evidente que tais entraves precisam ser solucionados. Portanto, é mister que o Governo Federal, instância máxima da administração execultiva, por meio de subsídios ao Ministerio das Comunicações, crie uma camapanha intitulada “Meu corpo”, no qual será ensianado à população a importâcia de compreender tipos de corpos além dos midiaticos. Nessa ação, é indispensável um site que irá contar com consultas virtuais com psicologos e terapeutas. Nesse sentido, o fito dessas ações é consolidar uma saúde mental e física aos brasileiros.  Quiçá, assim, o Brasil consiga mitigar os impactos do culto à padronização corporal, construindo uma sociedade mais saudável.