O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/05/2021
O mundo virtual tornou-se obsoleto a partir do século XXI, as redes sociais são a expressões e os norteadores dos ideais da população. Assim, personalidades da musculação- Gracyanne Barbosa, Juju Salimeni e Felipe Franco - ganham notoriedade e influenciam muitas pessoas a conquistarem o tipo ideal de corpo. Porém, a busca pelo físico padrão pode trazer consequências ao indivíduo, logo, é necessário analisar como a formação histórica e o meio capitalista promovem a questão.
A ditadura da beleza faz com que as pessoas segregarem aqueles que são diferentes, de forma a influência mudanças de hábitos no outro. Como já disse Einstein, é mais fácil quebrar um átomo ao invés de um preconceito. Aquele magro ou gordo, alto ou baixo é excluído, pois a mídia apresenta um esteriótipo difícil de ser alcançado, as mulheres são seus principais alvos e onde os meios de comercialização se aproveitam para desenvolver produtos que prometer resultados impressionantes.
Em uma pesquisa realizada pela Dove mostra que as mulheres sentem-se obrigada a terem o corpo ideal. Isso gera uma obsessão incessante de se adequar ao padrão, muitas vezes de forma inadequada, levado o corpo ao extremo através de dietas que restringem nutrientes importantes para vida. Além disso, o distorcimento da imagem leva as pessoas a evitarem socialização com outros, gerando depressão e até mortes.
Fica claro, portanto, que a organização da sociedade e a ampliação do comércio foram fundamentais para o estabelecimento dessas normas corporais. Por isso, medidas são necessárias para o impasse, assim, o Ministério da Educação deve promover a conscientização em salas de aula, ao incluir no currículo escolar disciplinas relacionadas ao corpo, com o objetivo de empoderar e fomentar a autenticidade. Ademais, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas publicitárias acerca dos riscos de doenças alimentares e psicológicas decorrentes da busca pelo ideal, para que conscientize a população.