O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 31/05/2021

Dentre as maiores invenções do século XX, a mídia de massa ganhou grande destaque devido à democratização da informação. Porem, apesar dos benefícios, uma tecnologia também possibilita a propagação de padrões estéticos que deixam a população refém do ideal de corpo perfeito. Portanto, esse culto à padronização corporal no Brasil pode provocar consequências como, problemas psicológicos, dietas erradas e cirurgias de alto risco.

Inicialmente, é importante ressaltar que uma padronização corporal pode trazer vários problemas psicológicos aos requisitos inseridos nesse contexto. Isso porque há uma obsessiva luta para se encaixar no conceito de belo e, quando ele não é alcançado, surge uma frustração. Após isso, problemas ainda mais sérios à tona, como a depressão, anorexia e bulimia, prejudicando a socialização dessas pessoas que tendem a cada vez mais sofrer a pressão da aceitação. Acerca disso, torna-se cada vez mais difícil ter uma mente sã em um corpo são numa sociedade em que existe uma “gordofobia” e as relações interpessoais baseiam-se em características superficiais, como já previa Zygmunt Bauman em “Modernidade Líquida”.

Em segundo plano, é importante ressaltar que realizar dietas sem um acompanhamento adequado pode causar efeitos decorrentes da realização como tonturas, dores de estômago, unhas e cabelos fracos, perda de massa magra (músculos), além de desequilibrar muito o organismo, alem disso a de cirurgias de alto risco afim de alterar a aparência corporal pode causar complicações como infecção, trombose ou rompimento dos pontos. Um exemplo disso é uma pesquisa realizada pela Mayo Clinic, uma organização norte-americana especializada em pesquisas médicas, segundo eles como complicações podem começar pela anestesia e evoluir para quadros de pneumonia, trombose, alergia e até morte.

Com isso em mente, é necessário que medidas sejam atendidas afim, de solucionar como problemáticas citadas, que podem ser resolvidas com palestras financeiras pelo governo com o apoio da mídia e dos núcleos tecnológicos para irradiar não só a ideia de aceitação, mas também o boicote aos padrões incitados pelo capitalismo seja por meio de comerciais educativos ou programas voltados para exaltar a heterogeneidade dos obrigados.