O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/05/2021
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que se diz respeito à padronização corporal. Assim, seja pelos aspectos socioculturais, seja pela má influência midiática, são necessárias medidas para combater essa problemática.
Primeiramente, é importante ressaltar que a influência dos aspectos socioculturais corrobora de forma intensiva para o entrave. Nessa lógica, pode-se citar o sociólogo francês, Émile Durkheim, que afirma que o homem, mais do que um formador da sociedade, é um produto dela. De fato, a ação do indivíduo referente à padronização do corpo perfeito resulta de um pensamento coletivo errôneo, visto que a estatura, seja ela feminina ou masculina, é uma individualidade pessoal, dessa forma cada um possui um corpo diferente do outro. Assim, urge que a base sociocultural seja revista para que o comportamento do indivíduo contemporâneo mude.
Somado a isso, é significativo destacar que a má manipulação das mídias, sejam elas sociais ou televisivas, é um grande problema. Isso porque a mídia impõe um estereótipo de corpo, além de associa-lo com o sucesso emocional e financeiro. Exemplos disso podem ser encontrados em uma pesquisa feita pela Edelman Intelligence, que mostra que mais de 60% das mulheres brasileiras associam aparência com ser bem-sucedida. Nesse sentido, é indispensável que atitudes imediatas sejam tomadas para que a população de modo geral possa mudar seu pensamento.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, cabe a imprensa brasileira, por meio de programações e propagandas, o dever de conscientizar as pessoas sobre a necessidade de quebrar os padrões – como corpo magro, pele perfeita, peito e bunda grande - impostos na sociedade. Nesse sentido, o intuito de tal ação é fazer com que as pessoas aceitem mais suas diferenças e se sintam satisfeitas com o corpo já possuído. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois conforme Gabriel O pensador, “Na ausência do presente a gente molda o futuro“.