O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/05/2021
A padronização da beleza não é novidade, porém, ela muda constantemente. Atualmente, mulheres com silicone, lipoaspiração, preenchimento labial, entre outros procedimentos estéticos, se enquadram no perfil das “mulheres perfeitas”. Já homens, têm que estar com cabelos sempre cortados, barba feita e com o físico magro, para serem considarados “homens perfeitos”. Nos anos 50, o padrão era outro, para se encaixar no padrão, as mulheres tinham que ter, pernas finas e longas, peito arrebitado, cabelos cacheados, ombro estreito e pele “clarinha”. Nos homens o que chamava atenção era, o fisíco mais forte e o bigode tratado com ótimos produtos e bem desenhado.
Diariamente é visto padrões de beleza estampados em todos os lugares, seja em capa de revista, internet, novelas, outdoor, propagandas, etc. Fazendo com que as pessoas só se sintam felizes e confortáveis consigo mesma, se estiverem dentro dos padrões das pessoas que são consideradas influenciadoras. Porém, no mundo fora dessa ficção, esse padrão de beleza atual é praticamente impossível de ser alcançado, resultando assim, numa sociedade, com diversos problemas piscicológicos, frustrada e infeliz, por não se encaixar no padrão de “pessoa perfeita”. Com todos esses padões, as pessoas estão se sentindo mercadorias, que têm estar aptas para o consumo.
O mundo atual é totalmente capitalista, onde as produções são basesadas nos dejesos e interesses da sociedade, em um determinado momento. Assim como os padrões mudam frequentemente, as industrias têm que sempre se manter atualizadas, pois, os interesses e desejos da sociedade também mudam com frequência. Então é fato que, com os gostos padronizados, é muito mais fácil que as vendas sejam em massa, pois, um só produto tem muito mais chance de atingir e conquistar uma parcela maior da população, do que se os gostos fossem totalmente distintos. Atualmente várias pessoas já lutam contra essa padronização, a fim das pessoas serem o que elas realmente querem ser. Porém, a mídia ainda é uma forte aliada desse sistema capitalista, nas representações sociais.
Fica evidente portanto, que, é necessária a reflexão sobre toda essa padronização corporal que é imposta no dia a dia, para que algum dia ela possa ser quebrada. Para isso, precisa-se que, principalmente a sociedade, não se inspire nesses padrões, sendo o que realmente querem ser, não se limitando apenas a visão de beleza do próximo. A escola também, é um excelente meio de se conversar e ajudar a refletir sobre esse assunto, desde de os primeiro anos do educando, ensinando a se aceitar do jeito que é, não ligando para a opinião alheia. A mídia também pode ajudar muito, como por exemplo, os galãs e as protagonistas de novelas estarem fora dos “padrões”, as moelos serem de corpo, cor, tamanho e etinia variadas e também podem promover campanhas a favor da causa.