O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 01/06/2021

A busca por um “corpo perfeito’’ tem sido cada dia mais o objetivo de muitas pessoas, chegando ao ponto de prejudicar sua própria saúde, causando diversas doenças como anorexia, bulimia, depressão e outros males. Um dos principais responsáveis dessa busca insana por esse estereótipo é a mídia, que impõe um padrão de beleza sob o qual as pessoas devem se apoiar para serem socialmente aceitas, mas este é inatingível para muitos. Ademais, temos a indústria da moda como grande influenciadora, que impõe por meio de comerciais e desfiles, tipos de roupas que tendem a favorecer um corpo magro, além de retratarem as modelos com tais características. Vê-se então, que muitos não medem as consequências para ter o corpo imposto, levando a atitudes extremas, como os procedimentos cirúrgicos.

Convém ressaltar, que a problemática da busca por esse padrão se relaciona diretamente com a indústria de cirurgias plásticas, porém, alguns profissionais que a compõe infelizmente não são dignos de exercer a profissão, no quesito respeito à vida alheia. Vê-se cirurgiões plásticos que fazem todo e qualquer tipo de procedimento cirúrgico que as pessoas procuram, apenas para a obtenção de mais dinheiro. Muitas pessoas se viciam em plásticas, gerando sérios riscos a saúde.

Segundo o site G1, em 2018, é relatado que o Doutor Denis Cesar Barros Furtado, e sua mãe Maria de Fátima, foram presos e indiciados pela morte da bancária Lilian Quezia Calixto de Lima Jamberci, de 46 anos, em cujos glúteos o médico aplicou PMMA, substância derivada do acrílico que não deve ser usado em humanos. Essa busca compulsiva pelo padrão evidência que, o culto à padronização corporal tem causado mortes e sequelas a sociedade brasileira.

Portanto, para resolver esse empecilho, a mídia e a indústria da moda devem parar de cultivar padrões de beleza inatingíveis, e sim cultivar a diversidade e respeito entre as diferenças, e o respeito entre belezas singulares existentes, além disso, é preciso que o Ministério da Saúde adote uma série de medidas e iniciativas visando o controle destas cirurgias excessivas com teor puramente estético, e que fiscalize os maus profissionais das áreas da cirurgia plástica, a fim de que, exerça a área apenas os que realmente se importam com a vida humana, e que possam promover saúde e felicidade daqueles que os recorrem.