O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/06/2021
Com a globalização e os avanços dos meios de comunicação, a disseminação sobre padrões de beleza dominou o mundo por meio de revistas e notícias. No Egito Antigo, os padrões de beleza era a maquiagem e o rosto com traços finos, nos quais perpetuam até os dias de hoje. Trazendo para o contexto atual, fica claro que os padrões de beleza contemplam apenas uma pequena parcela privilegiada da população, enquanto a outra parcela vive tentando chegar nesses padrões inalcançáveis. Dito isso, é de extrema importância propor uma solução à essa problemática, afim de mostrar que cada corpo tem sua peculiaridade e beleza.
No Brasil, as mídias socias são as que mais propagam os padrões de beleza impostos, onde as fotos são, muitas vezes, manipuladas. Diante disso, problemas alimentares afloram na sociedade, devido a estarem quase que o tempo todo sendo expostas a esse conteúdo, problemas como a bulimia e a anorexia veem crescendo cada vez mais, principalmente na população jovem. Os jovens sofrem muita pressão para terem o corpo perfeito, pois têm o medo de não serem aceitos na sociedade, segundo a pesquisa “Há Uma Beleza Nada Convencional” apenas 15% das mulheres jovens de 18 aos 22 anos não sofrem da pressão de ter um corpo no padrão.
Diante do apresentado, é importante ressaltar, que comentários maldosos ou até mesmo sem intenção de machucar a quem está se referindo, acabam piorando a situação da vítima. Muitos desses comentários ajudam a afirmar que existe um padrão já imposto pela sociedade, principalmente mais focado a população feminina, esses comentários podem levar a mulher a sofrer de transtorno alimentícios e até, em casos mais graves, o suicídio. A falta da conscientização sobre esse assunto nas escolas piora a resolução desse problema, pois, já nela começam a exclusão de indivíduos pela aparência, em grupos formados de pessoas parecidas fisicamente.
Diante do exposto, é forçoso que as mídias socias e o Ministério da Saúde, em parcerias com as escolas adotem medidas. Cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com as mídias sociais, criarem campanhas conscientizadoras nas escolas, pois, é no colégio que se tem mais contato com o jovem, alertando-os sobre os perigos de seguir tendências de beleza e a importância do amor ao próprio corpo, afim de que possam criar senso critico sobre esses padrões e decidirem se seguem ou não. Com essas medidas, espera-se que o amor ao próprio corpo, os danos mentais e físicos e o respeito ao próximo volte a ser mais presente.