O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/05/2021
“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela menina, que vem e que passa” é só um dos trechos da música Garota de Ipanema em que Tom Jobim enaltece a beleza exterior. Porém, não pode-se criar padrões para afirmar o que é bonito, visto que cada um tem sua beleza, independente de ser magro ou gordo, forte ou fraco, alto ou baixo.
Primeiramente, é importante citar que a mídia tem grande contribuição na criação desses padrões. Nos concursos de miss, propagandas e filmes, ela cria uma imagem de que, para uma mulher ser considerada bonita, ela deve ser magra e alta, e que o homem bonito deve ser alto de forte. A mídia faz com que, por ser fora do que ela considera ideal, um grupo de pessoas seja excluído e, em alguns casos sofra bullying por conta de seu peso, altura, rosto, entre outros.
Em segunda instância, deve-se ressaltar que tais exigências ocasionam uma busca incessante para ter esses corpos. Por conta desses padrões, segundo estudo da Goupon, 49,33% das mulheres brasileiras estão incomodadas com suas massas corporais e, segundo a OMS, 10% dos jovens sofre com transtornos alimentares. Esses transtornos podem gerar hipotermia, anemia, gastrite, sangramentos, desequilíbrio dos eletrólitos e pode até levar à morte.
Diante dos fatos supracitados, percebe-se que a criação de padrões de beleza precisa ser combatida. A mídia deve, por meio de propagandas, filmes, novelas e redes sociais, valorizar todas as pessoas e sua variedade, abstraindo de seu aspecto físico, e necessita, também, de deixar de dignificar certos corpos. Além disso, é essencial que o governo invista em educação e concientização da população, visando que ela não prejudique sua saúde para ser “bonito”. Com essas ações, será minimizada essa mazela que assola a sociedade contemporânea.