O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/06/2021

É notável que com o crescimento do acesso à internet, proporcionado pela Terceira Revolução Industrial, o indivíduo se viu a mercê de lidar com a prática da padronização corporal. Isso ocorre devido aos meios midiáticos apresentarem uma estética a ser seguida. Contudo, embora a beleza não viva nos ideais, o poeta Vinicius de Moraes se posiciona de forma contrária, pois afirma: “Me desculpem as feias, mas a beleza é fundamental”. Logo, esse pensamento faz-se característico da atualidade, e, portanto, cabe a discussão dessa problemática. Diante disso, urge os órgãos de poder induzir a quebra do tabu do imposto pelas mídias e a moderação dos incentivos ao corpo “perfeito” - SAÚDE

A priori, ainda que as redes sociais são fundamentais no desenvolvimento das relações humanas, elas corroboram com o avanço do sistema de idealização corporal que afeta principalmente as pessoas do sexo feminino. De acordo com pesquisas da marca de comésticos Dove, cerca de 86% das mulheres sentem a necessidade e a pressão de alcançar a definição da beleza imposta pelos meios sociais. Essa atitude demonstra a precarização da autoestima da sociedade, e a forma como a internet atua na vida dos indivíduos.

Outrossim, a música “Desconstrução” do cantor Tiago Iorc, retrata a relação de uma mulher que entrou em melancolia e depressão por não alcançar a “perfeição” que lhe era imposta pelas redes sociais. Nesse interím, pode-se aplicar a canção na contemporaneidade, haja vista que os trechosv “Vestiu um ego que não satisfaz” e “Se estilhaçou em cacos virtuais, nas aparências todos iguais, singularidades em ruínas” relacionam-se com a seguinte problemática, pois tematiza os distúrbios da construção da aparência ideal, e como as pessoas são influenciadas a seguir uma perspectiva a qual não as pertencem, além de revelar como o culto à padronização estética é uma ilusão.

Em suma, mediante o exposto, as atitudes devem ser alteradas para mudar esse panorama. Desse modo, é iminente que o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), por meios midiáticos, modere quaisquer publicações de incentivo à prática da padronizaçã, a fim de que os usuários não se sintam induzidos a padronizar o corpo. Ademais, cabe também ao Ministério da Saúde, em parceria com o próprio CONAR, por meios de palestras com psicólogos, o auxílio na saúde mental das pessoas envolvidas, e a imposição na quebra do tabu de que a perfeição corporal existe. Logo, com essas práticas, os padrões serão quebrados e as pessoas passarão a ter mais amor próprio.