O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 05/06/2021
No filme “O Mínimo Para Viver”, produzido pela Netflix, é contada a história de uma jovem de 20 anos chamada Ellen, que sofre de anorexia nervosa, um tipo de transtorno alimentar. Fora da ficção, também existem muitas pessoas com esse tipo de transtorno. Dessa forma, faz-se necessário entrar em pauta a questão da padronização corporal no Brasil, juntamente com os problemas causados pelos transtornos alimentares. Tal fato reflete uma realidade complexa e preocupante no que diz respeito aos seus efeitos sobre a população nacional.
Nesse sentido, é necessário mencionar que, a obsessão pelo corpo perfeito está na mente de muitos brasileiros. De acordo com uma pesquisa realizada pela Edelman Intelligence, 83% das mulheres se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza ideal. Essa “definição de beleza” se refere ao famoso corpo de modelo, que muitas mulheres sonham em alcançar. E, para alcançar esse tipo de corpo, optam por dietas e exercícios nada saudáveis e passados sem a orientação de profissionais da área.
Também é preciso mencionar os problemas causados por alguns transtornos alimentares como anorexia, bulimia ou vigorexia. Segundo a Revista Veja, existem mais de 10 milhões de brasileiros com anorexia, um dado muito preocupante. A lista de consequências desse tipo de transtorno é extensa, chegando a incluir desnutrição, anemia, osteoporose precoce, baixa pressão arterial e até mesmo a morte. Sob esse viés, é válido destacar que o culto à padronização corporal no Brasil contribui para a problemática.
Em suma, percebe-se que a questão da padronização corporal somado com as consequências dos transtornos alimentares são um grande problema a ser resolvido. Desse modo, é essencial que a população brasileira, as escolas e as famílias – instituições responsáveis pela mobilização de grupos e pela educação acadêmica e emocional, respectivamente – realizem seu papel de conscientização e educação, por meio de campanhas e palestras para dar visibilidade ao problema e educar os demais sobre o risco dos transtornos alimentares para a nação. Afinal, o Brasil ainda tem muito que evoluir quando se trata de culto excessivo ao corpo.