O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 31/05/2021

O físico alemão Albert Einstein dizia que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. A frase pode ser aplicada em diversas áreas, entre elas, a padronização corporal e o culto ao “corpo perfeito”, que para os homens seria alto e forte, enquanto para a mulher seria alta e magra. Para combater esse cenário é preciso entender e tolerar a diversidade.

Primeiramente, é fundamental destacar que a questão da beleza é subjetiva, podendo citar o exemplo do caso do livro O Fantástico Mistério de Feiurinha, de Pedro Bandeira, em que a protagonista acredita que as bruxas, que para os outros personagens são feias, são belas, enquanto acredita ser feia, diferentemente da opinião dos outros, já que cresceu ouvindo isso. Esse padrão é estabelecido, principalmente, pela mídia, com programas, novelas, filmes e entre outros.

“Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo” é uma frase do psicólogo suíço Carl Gustav Jung, que pode ser aplicada à busca pelo “corpo ideal” que é viciante (já que 83% das mulheres se pressionam em busca dele) e, consequentemente, prejudicial. Essa prática pode causar distúrbios como a anorexia e a bulimia, gerando vários outros problemas de saúde, como desnutrição, redução da imunidade e desmaios.

Tendo em vista o contexto supracitado, é fundamental que sejam tomadas medidas em combate à essa situação. É vital que as escolas estimulem a tolerância, por meio de palestras, para que desde cedo as crianças aprendam a respeitar umas às outras. Além disso, é fundamental que a mídia, em programas de televisão e redes sicias, valorize a diversidade física, combatendo o preconceito, Tomando essas medidas e com a contribuição de todos, é possível combater essa mazela que assola a sociedade comtemporânea.