O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/06/2021

A Princesa Ed Qajair, foi uma princesa persa, símbolo de beleza de sua época, teve 145 pretendentes, e 13 deles se suicidaram devido a mesma ter recusado seus pedidos de casamento. Qajair, comparada com os estereótipos de beleza que se tem preferência, no século XXI, não possui qualquer ligação, ou características semelhantes. Logo, pode-se confirmar que, o mesmo padrão imposto pela sociedade, atualmente, não se mantém igualitário a épocas passadas. A sociedade se torna cada vez mais doentia em relação a isso, criando padrões inalcansáveis.

Primeiramente, o estereótipo do corpo “perfeito” é imposto diariamente. Tomando em consideração as mídias e capas de revistas, todos apresentam e estampam o que se diz ser o ideal de perfeição, onde homens e mulheres visivelmente apresentam-se magros e torneados. Algo como as estrias, que são de tamanha naturalidade no corpo humano, tem sido motivo de grande conflito, despertando o sentimento de nojo, por meio de determinadas pessoas. O grande problema é que, é de nível quase impossível se alcançar tais estereótipos, o que causa tamanha frustração. Há aqueles que, se comportam como agentes de saúde, e ditam palavras de ódio sobre o corpo de outra pessoa, idealizando que a forma como determinado indivíduo se porta, com sua alimentação, é indevida.

Ademais, esses estereótipos induzidos a serem impostos pela sociedade não respeitam os biotipos. O ser humano, em geral, possui corpos variados, onde a maioria, por si, não são iguais ao que é imposto. O impacto causado por este pensamento em que existe um “corpo perfeito” é desastroso. Na busca incansável para se encaixar nesse padrão, pessoas arriscam suas vidas com procedimentos estéticos, ou até mesmo ingerindo remédios que prometem o emagrecimento, por exemplo. Em sua grande maioria, essa problemática os leva a depressão, onde o pensamento em que seu corpo não é suficientemente bom, ou “apto para o consumo”.

Portanto, é necessário que se repense essa idealização pelo corpo ideal. O indivíduo deve começar a mudar seus pensamentos por si só, que não existe o “corpo ideal”, onde o mesmo pode ter livre arbítrio de ser da forma que se sentir melhor. A autoaceitação é um processo lento e de grande importância. Outrossim, as mídias e agentes sociais tem este papel designado, para conscientizar a população, levantando meios que fazem com que a sociedade fique menos doentia e freneticamente buscando a “perfeição”. A escola, por sua vez, também deve exercer seu papel, onde os educadores conscientizam e levantam questionamentos sobre os estigmas corporais. Desse modo, talvez seja possível alcançar o desejado.