O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 05/06/2021
O culto a padronização corporal sempre esteve em conjunto com a humanidade, como por exemplo nos anos 40 com Marilyn Monroe e seus cabelos encaracolados e na Grécia antiga com a valorização do corpo atlético. Atualmente, com o avanço tecnológico e a chegada das redes sociais, a padronização corporal tanto de mulheres quanto de homens aumentaram consideravelmente. Logo, pessoas que não se encaixam no padrão, podem se sentir excluídas e até mesmo desenvolver problemas psicológicos como anorexia, bulimia e vigorexia.
Em primeiro lugar, uma pesquisa comissionada pela Dove e realizada pela Edelman Intelligence, 63% das mulheres acreditam que padrão na aparência importa para serem bem-sucedidas e 83% se sentem pressionadas a atingir esse padrão de beleza. Portanto, essas mulheres podem perder o convívio social na tentativa de evitar se alimentar, gerando prejuízos para o indivíduo e para as pessoas que o cercam.
Sendo assim, as pessoas que acreditam que se sentem obrigadas a atingirem um padrão de beleza, podem acabar desenvolvendo doenças como a anorexia, um transtorno alimentar que faz a pessoa se enxergar de maneira distorcida, levando ao abuso de exercícios físicos, indução de vomito, usos de laxantes, etc.
Com o intuito de melhorar a situação, as escolas devem impor a sua grade curricular aulas de educação emocional, para que desde pequenos, saibam lidar com suas emoções e que não se deixem levar por esses padrões, evitando assim problemas psicológicos. Outra solução, é a realização de palestras educativas, tanto para alunos quanto para os familiares, abordando o tema.