O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 02/06/2021

Sem dúvidas um dos assuntos mais comentados no momento é o padrão de beleza e o aderimento do mesmo na vida dos brasileiros. Cada vez mais pessoas obcecadas com a ideia de ter um corpo perfeito e fazendo de tudo e mais um pouco para conquistá-lo, tornando, assim, o padrão de beleza, no Brasil, uma obsessão doentia, chegando a levar pessoas a óbito.

Antes de tudo, o brasileiro tem levado essa questão do “corpo perfeito” longe demais, as pessoas tem morrido por causa de procedimentos estéticos que não tem necessidade de serem feitos. Com base nos balanços da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (Isaps), desde 2010, em média, 217.481 brasileiros se submetem a lipoaspiração a cada 365 dias. Quase 596 a cada 24 horas. E, como qualquer outra cirurgia, apresenta riscos para o paciente, estudos reconhecidos internacionalmente apontam que a taxa de mortalidade para lipoaspiração é de 19 mortes para cada 100 mil cirurgias realizadas.

Segundamente, essas pessoas sofrem muita influência da mídia em geral. Seja por verem uma blogueira que acompanha fazer tal procedimento para se encaixar dentro dos padrões, ou, apenas por verem propagandas, na televisão, de roupas e vendo como encaixou perfeitamente no corpo dos (as) modelos (as), mas, às vezes, não ficaria legal assim no corpo de alguns.

Portanto, para que as pessoas parem de pensar somente em ter o corpo padrão, é necessário que haja a influência reversa. É crucial que as marcas de roupas também mostrem modelos fora do padrão em suas propagandas, é de estrema importância, também, a divulgação de informação através de mídias televisivas, disponibilizando ao público ideias menos agressivas, para a população, de emagrecimento, como academia, esportes, ou até mesmo uma caminhada.