O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/06/2021

A presença de mídias sociais, posts e influenciadores digitais mostram uma realidade inalcançável do padrão estético, com isso, a busca pela perfeição e a idolatria pelo padrão torna-se cada vez mais presente na sociedade brasileira. Obsessão pelo corpo perfeito pode gerar consequências sérias e contribuir para o desenvolvimento de transtornos psicológicos e alimentares.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a influência e o modo no qual a padronização é tratada de forma, aparentemente, saudável e feliz nas redes sociais corrobora de forma intensiva para o entrave. Esse comportamento tem conduzido muitos brasileiros a desenvolveram transtornos comportamentais, como baixa autoestima, ansiedade e depressão. Isso porque o clima de competição em relação à aparência entre os jovens e adultos, gera uma pressão psicológica nos usuários. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos. Assim, fica claro que o legado de negligência e ignorância frente a padronização cultural persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno. Por fim, entende-se que o problema tende a persistir, caso não haja intervenção.

Vale ressaltar, também, que problemas alimentares fazem parte dos resultados acarretados pela idolatria de corpos “perfeitos”. Segundo a psicóloga clínica analista do comportamento Marina Oliveira, “Os principais tipos de transtornos alimentares são: anorexia, bulimia e vigorexia.” “Por exemplo, na anorexia a pessoa deixa de ir a casamentos, bares e restaurantes, ou seja, perde o convívio social na tentativa de evitar se alimentar. Resultado de uma alimentação pobre em nutrientes, a pessoa fica estressada com uma maior facilidade, no caso de mulheres deixam de menstruar, desenvolvem a osteoporose precoce, redução do batimento cardíaco, baixa pressão arterial e em alguns casos pode levar ao óbito”.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia – grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião – promover a desmistificação do corpo perfeito e padrão social por meio de novelas, documentários e reportagens, os quais retratem de maneira fidedigna, a seriedade dos transtornos ocorridos pela busca do corpo ideal, com o intuito de reduzir os estereótipos e o silêncio em relação ao assunto.