O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 31/05/2021

Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, em 2018 foram realizados cerca de 1.498.327 de procedimentos estéticos, sendo o país que mais realizou cirirgias plásticas, seguido por Estados Unidos, Alemanha e Itália. É visível que o número de pessoas que buscam alterar os seus corpos é bem grande, pagando um alto preço, afinal os procedimentos não são baratos, mas além disso, o sacrifício emocional e psicológico que muitos fazem em prol dos seus corpos.

O número tão elevado de pessoas que se submetem às cirurgias plásticas está relacionado com os padrões que foram alterados e que devem ser seguidos. Em nosso país por exemplo, se observarmos os homens que são referência de beleza, conseguimos encontrar um padrão: alto, bronzeado, com músculos definidos, rosto com formato quadrado. Assim como os homens, as mulheres também são extremamente perseguidas por esses padrões. Na maior parte dos casos as pessoas alcançam esse modelo por meios artificiais.

Quando temos acesso a esses corpos, geralmente pelas redes sociais, acabamos fazendo comparações com os nossos corpos, gerando uma frustração por não possuirmos esses atributos. Essa frustração desencadeia problemas emocionais e psicológicos, tal como a anorexia e a bulimia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 10% dos jovens brasileiros contam de distúrbios alimentares.

No entanto, mesmo com todos esses dados, vemos de forma absurda uma motivação para modificar o corpo para se encaixar no padrão.

Devemos nos aceitar da maneira que somos, aceitar as nossas características e não ficar preocupados em chegar em um modelo de corpo que é inalcançável de forma natural. Temos que nos amar e admirar as nossas qualidades, mas tomar cuidado, pois algumas coisas são prejudiciais ao nosso corpo e que pode nos colocar em situação de risco.