O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/05/2021
É inegável que, na sociedade atual, tem-se tornado cada vez mais comum a criação de um padrão corporal. Padrão esse que é geralmente caracterizado por corpos magros, cinturas finas e coxas grossas, no caso das mulheres; braços musculosos e abdômen definido, no caso dos homens. O problema é que essa padronização pode ser muito perigosa, já que muitas pessoas, na tentiva de conseguir o corpo ‘‘perfeito’’, sujeitam-se a medidas absurdas, como uma alimentação extremamente restritiva ou em quantidade excessiva, usos de anabolizantes, atividade física intensa, etc.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4,7% dos brasileiros sofrem de distúrbios alimentares, no entanto, na adolescência, esse índice chega até 10%. Esses distúrbios vêm, geralmente, juntos de problemas psicológicos e sociais, os quais impedem as pessoas de irem a festas e outros eventos, pelo motivo de elas se sentirem descontentes com seus corpos.
O principal causador desse culto à estética ideal é a mídia. Isso porque, em muitos comerciais, filmes, séries, programas de TV, etc., os personagens principais são, em sua grande maioria, pessoas com uma grande beleza, mas que é, quase sempre, distorcida e inalcançável para grande parte da população. Só que as pessoas acabam não entendendendo isso e terminam tentando, de todas as formas, alcançar esse padrão estético.
Para evitar esse problema, é preciso que a própria mídia diferencie os parâmetros de belezas que sempre aparecem na TV, e coloque em evidência os corpos comuns que a maioria da população de fato possui. Isso fará com que as pessoas passem a se identificar com suas aparências e se aceitem mais.
No fim, a mensagem que as mídias devem começar a passar, é que não existe um corpo perfeito. O que realmente existe, são pessoas diferentes umas das outras, com características únicas.