O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/06/2021

A contemporaneidade trouxe algumas mudanças e inovações ao mundo, incluindo a construção e o fortalecimento dos padrões estéticos dos centros urbanos, que eram adotados pelos nobres e nobres antes disso.  Essa busca por um “corpo perfeito” pode ter consequências graves, gerando um debate sobre seus aspectos necessários.

“Os feios que me perdoem, mas a beleza é fundamental.” Esse famoso verso do poeta Vinicius de Moraes é uma boa síntese das ideias hegemônicas que existem há séculos. Segundo levantamento da Rede Universo Dove, a pressão média para encontrar um “corpo perfeito” no Brasil é maior do que a mundial. Essas pressões da sociedade obrigam quem não cumpre esses padrões impostos, levando à depressão, ao suicídio, e anorexia. Os casos de doenças como bulimia, bulimia e ansiedade aumentaram.

Segundo o filósofo Karl Marx, as ideias predominantes de sociedade são impostas pela classe dominante (classe alta). Pode-se observar que os padrões de beleza idealizados das elites não são fáceis de alcançar entre os grupos economicamente menos favorecidos. Usar os métodos malucos encontrados nas redes sociais terá consequências ainda maiores e prejudicará sua saúde física e mental, pois não chegará a nutricionistas e educadores de educação física.

Portanto, medidas precisam ser tomadas, e é de extrema importância que as escolas brasileiras debatam a diversidade de beleza e a necessidade de aceitação pessoal. Além de lançar campanhas na internet e nas ruas, desconstruir os padrões criados para garantir a harmonia da sociedade brasileira.

A discussão desse assunto é fundamental para o aprendizado de que o “padrão” não existe. A sociedade que impõe esse argumento, não somos perfeitos. Somos humanos.