O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/06/2021

A cantora e a banda norte-americana Selena Gomez e The Scene, em 2011, lançou uma canção que alcançou repercussão mundial: “Who Says”, Quem Disse?, em português. Tal música reflete sobre os padrões de beleza impostos pela mídia e alerta, ainda sobre a necessidade de atentar-se aos casos de doenças entre os jovens que cultuam o corpo em detrimento da própria saúde.

É preciso entender, primeiramente, que os padrões de beleza foram moldados pela história. Por volta dos anos 40, por exemplo, Marilyn Monroe e Elisabeth Taylor eram consideradas ícones femininos com seus seios fartos e suas curvas acentuadas. Hoje, a mídia dita padrões bem diferentes dos daquela época. Entre silicones e bisturis, resta discutir os impactos e as consequências dessa padronização corporal.

“O Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo”, diz notícias, que ainda apresentam dados estátisticos que o número de jovens que se submetem a esse tipo de procedimento vem crescendo. Essas padronizações não respeitam biotipos. O corpo humano é esteticamente plural por si só. Dentre tantas misturas e formas, chega a ser cruel eleger apenas uma como legítima e digna de representar o belo. Na busca por se assemelhar a tal padrão, muitos chegam a arriscar suas vidas com procedimentos cirúrgicos arriscados e dietas que comprometem a saúde.

É preciso, portanto, que se reflita sobre essa representação corporal que nos é imposta a cada dia. A escola precisa levantar esses questionamentos e debater sobre os estigmas corporais. A mídia, por sua vez, deve assumir a sua responsabilidade enquanto formadora de opinião e promover uma reflexão aprofundada sobre o assunto.