O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 07/06/2021

O culto ao corpo vem desde da Grécia Antiga, onde o corpo, especialmente o masculino, era exaltado, sendo glorificado pelos músculos torneados no ginásio de jogos ou no treinamento de soldados e destacados nas clássicas esculturas. No entanto por convergência, na contemporaneidade é possível observar que o culto à padronização corporal vem sendo bastante praticado por mulheres, isso acontece por conta da necessidade de aceitação na sociedade e a influência das mídias sociais.

A ideia do corpo sem defeitos é afirmada e rearfimada todos os dias. Em diversos meios, seja ela em uma revista, em uma novela, em um filme ou em publicações nas redes sociais, pessoas consideradas perfeitas com o corpo dentro do aceitável mostram o retrato exato da perfeição. O problema é que muitas desses indivíduos usufruíram de artifícios não naturais pra chegarem no padrão onde estão, passando um molde irreal e impossível de ser atingido, o que resulta em uma sociedade frustrada por não conseguir realizar aquilo que lhe é imposto.

O Brasil de acordo com Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, sigla em inglês), é o país líder em cirurgias plásticas realizadas no mundo, podendo ter como motivação a decepção daqueles que não alcançaram tal padrão, forçando o povo a recorrer por  cirurgias plásticas e procedimentos estéticos para se adequar e acabar com a insatisfação. Além disso as indústrias veem fazendo diversas propagadas, muitas vezes enganosas, para “ajudar” a entrar nesse figurino utópico, variando entre chá, rémedios, cintas e cremes milagrosos.

Portanto, diante do referenciado, cabe ao Ministério da Saúde promover palestras sobre aceitação da diversidade estética e os agravantes causados pela sucessiva busca para adentrar o padrão, sendo atuados principalmente por profissionais das áreas de nutrição e psicologia. Buscando desmistificar a ideia de que um corpo bonito é mais importante  que um corpo saúdavel.