O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Nos dias atuais, é muito comum se ver, principalmente na internet, uma sociedade julgando as pessoas por não seguirem um certo padrão estético. Esse julgamento é feito tanto com homens quanto com mulheres, mas infelizmente a cobrança do seguimento pesa mais para o lado feminino devido ao machismo.

Primeiramente, é importante ressaltar que existem também outros tipos de padrões cobrados, como o feminilidade, em que mulheres devem seguir certos padrões, determinadas roupas, passar maquiagem, fazer a unha, se depilar, se relacionar somente com homens e vários outros requisitos para ser a suposta mulher perfeita.

A padronização no Brasil em si, engloba o padrão estético e a feminilidade, portanto apenas as mulheres que ambos são considerados padrões perfeitas. Como segue apenas a estética, que inclui características como tom de pele claro, a magreza, olhos claros, cabelos longos e loiros, corpo curvilíneo, entre outras, são considerados dentro de um certo padrão, mas ainda não podem ser chamadas de perfeitas, pois mesmo que possuam o corpo perfeito, as podem ser da comunidade lgbt, o que já não seguiria um dos requisitos da feminilidade imposta pela sociedade considerada adequada.

Muitas mulheres rejeitam seus corpos hoje em dia, devido a esse padrão, e um dos maiores problemas é a divulgação dessa idealização, que é facilmente vista nos comerciais, filmes e séries, e principalmente nas agências de modelo, que preferem contratar meninas magras e altas e não dão preferência a outro tipo de corpo para um mesmo desfile, levando a pensar que apenas mulheres com essas características são bonitas de fato.

Portanto, para que a padronização corporal esteja cada vez menos presente, é necessário que principalmente a mídia abrangesse outros estilos estéticos, como negras, baixas, gordas, com cabelos afro, curtos, e muitas outras características que são facilmente encontradas no dia-a-dia.