O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/06/2021

Adoração frágil nem sempre é o padrão de beleza. Por exemplo, por volta da década de 1940, Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor eram consideradas ídolos femininos devido às suas curvas distintas e cabelos cacheados. Hoje, o modelo determinado pela mídia e pela própria sociedade é completamente diferente do modelo natural da época. Entre o silicone e o bisturi, o impacto e as consequências dessa padronização ao mesmo tempo ainda precisam ser discutidos.

A vergonha de uma figura perfeita se impõe todos os dias. Quer sejam capas de revistas ou tutoriais online, homens e mulheres com corpos tonificados anunciam seus ideais de perfeição. O problema é que, no mundo real, esse padrão é quase impossível de ser alcançado, causando a frustração de uma sociedade, pois nunca poderá alcançar o que lhe é imposto. O sentimento resultante é que fora desses padrões, as pessoas são prejudiciais à saúde, indesejáveis, desagradáveis ​​e “inadequadas para o consumo”.

Além disso, esses padrões não consideram os biótipos. O corpo humano é multidimensional e, esteticamente, ele próprio é multidimensional. Entre tantas formas mistas, é cruel escolher apenas uma que seja legal e digna de ser bonita. Em uma busca irrestrita semelhante a esse padrão, muitas pessoas até arriscam suas vidas para aceitar procedimentos cirúrgicos perigosos e dietas que fazem mal à saúde.

Porém, após esse movimento, deve haver o apoio dos agentes sociais. As escolas precisam fazer essas perguntas e debater o estigma físico. Por outro lado, a mídia também deve assumir a responsabilidade de formadores de opinião pública e promover uma reflexão aprofundada sobre o tema. Talvez sim, a sociedade entende que a singularidade da beleza reside precisamente em sua diversidade.