O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/05/2021
A utilização de produtos para emagrecer e a realização de cirurgias plásticas aumentou significativamente nos últimos anos. Visto que, muitas pessoas possuem o desejo de ter um corpo considerado “ideal”, sendo esse, segundo o jornal O Sul, um corpo sem excesso de curvas, levemente malhado e saudável. Assim, esse desejo leva a uma busca incessante, que é intensificada pela influência digital e o uso de medicamentos para emagrecer sem prescrição médica.
A internet pode influenciar no uso desses produtos para emagrecer. As “blogueiras” mostram nas redes sociais as suas vidas diárias e conseguem influenciar milhares de pessoas a utilizarem qualquer tipo de produto ou seguirem determinada rotina na busca de um corpo “perfeito”. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, de 2010 a 2020 houve um aumento de 141% dos procedimentos estéticos em jovens de 13 a 18 anos.
Além disso, o uso de produtos para emagrecer sem prescrição médica é algo frequente e acarreta em vários problemas de saúde. Uma vez que, como todos os outros medicamentos, se vê a necessidade de uma prescrição médica. Segundo o site Tua saúde, o uso inadequado de medicamentos para emagrecer pode ocasionar alteração da frequência cardíaca, hipertensão pulmonar, acidente vascular cerebral, enjoo e anemia. E dependendo da dosagem, a pessoa pode vir a óbito.
Portanto, é perceptível que houve um aumento do uso de produtos para emagrecer junto com o crescente desejo da sociedade de obter um corpo considerado “perfeito”. Cabe então, ao Ministério da Saúde promover a conscientização da população por meio de palestras, eventos e influenciadores digitais, sobre como obter um corpo perfeitamente saudável sem a utilização desses produtos. Podendo ainda, indicar psicólogos nas situações em que a pessoa não aceita o seu próprio corpo.