O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 01/06/2021

“As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. Os famosos versos do poeta Vinicius de Moraes podem muito bem sintetizar as ideias hegemônicas que existem há séculos. A contemporaneidade trouxe algumas mudanças e inovações, nomeadamente a construção e o reforço dos padrões estéticos do centro da cidade, antes disso, era maioritariamente adotado e compreendido pelos nobres aristocráticos . A consolidação desse conceito trará inúmeros prejuízos à sociedade, por isso é necessário debater seus diversos aspectos.

Portanto, é necessário primeiro apontar que, na visão do filósofo Karl Marx, como idéias predominantes de uma sociedade são geralmente impostas pela classe dominante. Portanto, pode-se inferir que, em circunstâncias normais, os grupos mais desfavorecidos são os menos populares economicamente. O padrão de beleza idealizado pelas elites não é fácil de obter para as classes menos favorecidas, e elas costumam se sentir magoadas por não reproduzir o arquétipo estético.

Além disso, existe um grande número de anúncios que proporcionam uma forma rápida e fácil de encontrar o “corpo perfeito”. Os jovens são o alvo principal por causa de sua suscetibilidade, pois passam a se socializar. A busca da beleza pela sociedade dobrou, oprimindo aqueles que não se enquadram nesse modelo, levando a um aumento no número de como depressão, ansiedade e suicídio.

Sendo assim,  é necessário tomar medidas para resolver o impasse. A Comissão Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) deve regulamentar as propagandas que incentivem a adoção de padrões estéticos mais rígidos e promovam a diversidade da aparência. O Ministério da Educação, em conjunto com as escolas públicas e privadas, deverá empreender palestras educativas sobre o tema, organizadas por professores e educadores. Em outras palavras, é possível aliviar a busca excessiva e intensificada pela perfeição física.