O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/06/2021
O padrão de beleza é um conceito presente na vida de cada ser humano desde as primícias da civilização, como na Grécia e a Roma Antiga, lugares onde havia uma abundante adoração a um corpo sadio. Em tempos modernos, é possível ver que não mudou muito, pois com o apoio das mídias e a internet, uma propagação e cobrança exagerada em relação ao modelo estético adequado foram geradas, provocando diversos problemas aos indivíduos que não se encaixam nesses padrões. Tal fato reflete uma realidade complexa e preocupante no que diz respeito aos seus efeitos sobre a população nacional.
É relevante abordar, primeiramente, a pressão estética formada pelos diversos tipos de mídias, seja em uma capa de revista, ou em uma matéria de um site, as figuras famosas brasileiras são reconhecidas internacionalmente pela vaidade com seus corpos. Inegavelmente, isso também se aplica as mulheres normais do cotidiano, visto que segundo uma pesquisa da marca de produtos de higiene pessoal Dove aponta o Brasil como um país acima da média global na porcentagem de mulheres que se sentem pressionadas a atingir o corpo ideal. Dessa forma, é possível perceber que as cobranças ao padrão corporal ideal as mulheres está enraizada na cultura brasileira.
Paralelo a isso, é notório como a internet se fortaleceu com decorrer dos anos, agora exercendo uma influência enorme na vida dos brasileiros. Uma simples foto, por exemplo, pode ser um pivô para o fenômeno body shaming, termo em inglês utilizado para definir o julgamento em relação ao corpo de alguém, esse ato pode trazer diversas consequências negativas, impactando fortemente a saúde de quem lida com esses comentários. Concomitantemente a isso, é importante pontuar a glamorização e o incentivo de transtornos alimentares por parte dos internautas, que por muitas das vezes não possuem conhecimento necessário a respeito. Nesse contexto, torna-se evidente que a massa popular precisa se informar melhor sobre esses transtornos.
Fica claro, dessa forma, que a existência dessa problemática está presentes na realidade dos brasileiros, de tal forma que está fixado em sua identidade nacional. Nesse sentido, a fim de resolver essa situação, é imprescindível que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em conjunto com os diversos veículos de comunicação, como jornais e a internet em geral, oriente a população a respeito da opressão estética, com a produção de campanhas publicitárias, ou relatos de pessoas que já sofreram com isso, na perspectiva de expor seus impactos na vida dos cidadãos, assim como demonstrar a importância da autoaceitação.