O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 07/06/2021

“Ó beleza! Onde está tua verdade”, disse William Shakespeare, dramaturgo inglês. Tal frase reflete sobre a superficialidade dos padrões de aparência corpórea, visto que tais padrões são reflexo do período histórico e não compreende a essência natural da beleza.

Na atualidade, segundo o professor Fabio Sabatini, a imagem de uma pessoa de aparência vistosa provoca frustração em quem observa, que por conseguinte emula tal aparência, gerando essa mesma frustração em outra pessoa, formando assim um ciclo de infelicidade. Dessa forma, a distinção do real para o irreal é deturpada.

Também, o médico Drauzio Varella, afirmou que a busca por um corpo que atenda aos padrões da sociedade, levam cada vez mais pessoas a se convencer de que seus corpos não são adequados, levando-as a desenvolver transtornos alimentares graves. Essa busca incessante pelo corpo perfeito é agravada pelas redes sociais, uma vez que, com o advento da tecnologia de edição de imagens, fotos com proporções irreais são facilmente divulgadas.

Ante o exposto, cabe ao Congresso Nacional , instância máxima do poder legislativo, criar uma lei que institua que as redes sociais indiquem quais fotos fazem ou não o uso de editores, de forma a alertar o espectador da manipulção feita na imagem, com o não comprimento sujeito a multa. Além disso, é responsabilidade do poder midiático, por meio de campanhas publicitárias, incentivar a coesistência dos vários modelos físicos, de forma a aumentar a representatividade. Dessa forma conseguiremos alcançar uma realidade harmoniosa entre corpo e indivíduo.