O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 01/06/2021
A cantora americana Taylor Swift entrou no mundo da fama muito cedo, por isso, sempre recebeu pressão estética pela mídia e sofreu por anorexia. Em uma de suas entrevistas, ela disse que “se você tem uma barriga ‘chapada’, você não tem a bunda que todos querem, mas se você tem gordura suficiente para ter a bunda, sua barriga não é magra o suficiente.” Este culto de padronização ao corpo perfeito e inexistente relatado pela artista infelizmente é muito presente na sociedade e é de extrema importância que esse cenário seja debatido para ser reduzido.
Em primeira análise, transtornos alimentares tais como bulimia, anorexia e vigorexia não devem ser tratados como banalidade. Segundo a OMS, quase 5% dos brasileiros sofrem por esses problemas, que podem, consequentemente, causar crises de ansiedade e depressão. Por isso, é fundamental o acompanhamento psicológico e nutricional para evitar o agravamento desses transtornos.
Ademais, assim como na vida de Taylor Swift, as redes sociais contribuem consideravelmente para este estigma. As fotos editadas e cirurgias plásticas das blogueiras causam fortes inseguranças em milhões de pessoas. Dessa forma, elas se submetem a dietas malucas e procedimentos duvidosos para esse padrão estético irreal. Destarte, priorizando o a beleza exterior e relativa acima da própria saúde, o que é bastante preocupante.
Em síntese, medidas devem ser tomadas para que estes padrões estéticos sejam quebrados. Cabe as escolas, em conjunto com ONG’s especializadas, orientar as crianças e adolescentes acerca da importância da autoaceitação. Uma opção é realizar palestras e debates para promover a diversidade. Dessa maneira, desmistificando esse culto da busca à perfeição corporal inexistente.