O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 01/06/2021
Desde tempos mais remotos como na Idade Média e no Renascimento, existem os “padrões de beleza”, o que é considerado bonito e atraente para os olhos de quem a observa, o corpo ideal nessa época era marcado pelos quadris arrebitados, cinturas finas e pernas roliças. Na contemporaneidade esse estereótipo não é muito diferente, mesmo após muitos anos e muitos tabus serem deixados de lado, desde muito cedo meninas (crianças) começam a serem tradadas como princesas, com vestidos bonitos, cabelos arrumados e corpos definidos, que quando não conquistados sofrem, parando de comer, em alguns casos gerando Anorexia e até a morte, perdendo cada vez mais a beleza natural.
Na atualidade, o culto por padrões de beleza são muito presentes, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o Brasil é líder mundial no ranking de cirurgias plásticas entre os jovens, essa posição surge pelo fato da busca pela “perfeição”, de fazer as pazes com a autoestima e garantir a saúde mental, devido a insatisfação com a própria imagem. Outro fator a ser levado em consideração é a mídia (revistas, propagandas, publicações), que caracterizam o belo como corpos esculturais e peles limpas e bonitas, levando cada vez mais o crescimento dos procedimentos estéticos e a definição de um padrão de beleza, essa que por sua vez pode acarretar consequências aos indivíduos.
No caso presente, na busca em se enquadrar nos padrões considerados belos pela sociedade a influenciadora digital Viviane Amorim, submeteu-se a uma cirurgia de lipoaspiração, que por complicações a levou a óbito. A morte da influenciadora é mais uma das vítimas ao tentar se encaixar em um padrão de beleza, a morte como mencionada anteriormente é uma das consequências da idealização e busca por um corpo perfeito, dietas extremamente restritivas, provocando transtornos alimentares, Anorexia, Bulimia e o uso de Anabolizantes para hipertrofia muscular, são problemas passíveis da obsessão pelo corpo perfeito, causando riscos prejudiciais à saúde.
A fim de amenizar o problema, cabe a influência de fatores educacionais e culturais na problemática. Nesse passo, ás escolas adjunto com ONG’s da área, orientar a população acerca da relevância da aceitação pessoal. A partir de palestras e debates nas salas de aula, além de campanhas na internet e nas ruas, descontruindo os padrões criados e promover a diversidade de belezas. Ademais, a mídia como formadora de opiniões deve promover propagandas educativas, promover reflexões e comerciais sobre o assunto, assim, promovendo a sociedade pensar e compreender que a singularidade da beleza está justamente no aspecto e quebrando a padronização corporal, mostrando que todos os tipos são perfeitos e belos.