O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 01/06/2021
A Constituição Brasileira de 1988 assegura a todos os cidadãos o direito à saúde. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que existe um culto à padronização corporal que pode levar os indivíduos a diferentes distúrbios. Esse cenário nefasto ocorre não só por fatores sociais e culturais, mas também por fatores midiáticos. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.
A princípio, vale ressaltar que existe um padrão de beleza imposto pela sociedade, que é cultivado desde cedo principalmente pelas mulheres e é uma das maiores causas dessa agravante. Uma vez que essa imposição para se encaixar em determinado aspecto corporal pode levar à violência física e psicológica, como o bullying, e agravar ainda mais caso a criança não tenha um suporte da família em casa, o que pode acabar causando ansiedade e depressão. Um exemplo da gravidade dessa pressão estética é a menina irlandesa de 11 anos que se suicidou por não aceitar sua própria aparência.
Paralelo a isso, o padrão estético sustentado pelas mídias também fortalece essa problemática. Isso porque, as revistas, novelas, propagandas tem um grande papel na exposição de corpos e belezas inalcançáveis. Devido essa exposição, é atribuído às mulheres uma visão de um corpo ideal e que ele tem uma grande relação com o sucesso, o que as faz buscar com todo custo esse corpo perfeito, causando distúrbios alimentares como bulimia, anorexia, e vigorexia.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é recomendado que a mídia, como meio de comunicação e elemento persuasivo, conscientize a população do corpo real dos indivíduos, através de novelas, propagandas e documentários. Além disso, o Ministério da Educação pode realizar campanhas e palestras nas escolas para que desde cedo, as crianças aprendam a respeitar as diferenças e também a procurar ajuda quando necessário. Só assim, o país se tornará um lugar mais acolhedor, e, consequentemente, com menos problemas relacionados à saúde física e mental da população.