O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 01/06/2021
O estigma do corpo perfeito é imposto todos os dias. Seja em capas de revistas ou em tutoriais na internet, homens e mulheres com corpos torneados estampam o ideal de perfeição. O problema é que, no mundo real, esse padrão é quase impossível de ser atingido, resultando em uma sociedade frustrada por nunca alcançar o que lhe é imposto. O sentimento que se desenvolve é que, fora daqueles padrões, o homem não é saudável, desejado, belo e apto para o consumo.
Alem disso muito dessas padronizações faz com que pessoas se submetem a procedimentos cirúrgicos que pode acarretar doenças hospitalares, procedimentos mal sucedidos, transtornos psicológicos por não ter o corpo padronizado, dietas não recomendadas. Outro ponto que não se pode esquecer é que vivemos em um mundo capitalista, em que desejos e interesses são produzidos em massa. Para a indústria do consumo é mais fácil padronizar os gostos, pois, assim, promovem o consumo desenfreado.
Porém, na esteira desse movimento, também deve estar o apoio dos agentes sociais. A escola precisa levantar esses questionamentos e debater sobre os estigmas corporais. A mídia, por sua vez, deve assumir a sua responsabilidade enquanto formadora de opinião e promover uma reflexão aprofundada sobre o assunto. Quem sabe assim, a sociedade compreenda que a singularidade da beleza está justamente no seu aspecto natural.