O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 01/06/2021

O livro ´´O cidadão de papel``, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que atingem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o culto à padronização corporal no Brasil afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pela dificuldade de autoaceitação em relação ao corpo, seja pelo desenvolvimento de transtornos alimentares e doenças psicológicas, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro plano, vale ressaltar que um dos principais males para esse problema é a pressão que a sociedade impõe nas pessoas em relação a estética corporal. Isso ocorre, porque atualmente está muito em alta o “corpo fitnees”, um físico magro e definido. Esse padrão procurado por tantas pessoas tem trazido uma quantidade cada vez maior de jovens com depressão e bulimia, por exemplo, por simplismente não atingir o resultado esperado que, muitas vezes, só se chega com procedimentos cirúrgicos.

Em segundo lugar, destaca-se que apesar de haver um grande movimento de autoaceitação em redes como o “Twitter”, mulheres com milhões de seguidores em suas redes sociais, ainda divulgam remédios, cinta, e gels corporais que prometem uma redução de medidas que muitas vezes são mínimas e não pensam nas consequências que isso pode trazer para as pessoas que tendem a usar esses produtos em busca de grandes resultados.  Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para mudar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC (Ministério da Educação), juntamente com o Ministério da Cultura e o Ministério da Saúde deve desenvolver palestras nas escolas, para alunos do Ensino médio. Essa medida pode ser implementada mediante palestras com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Essas palestras devem ser conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o assunto e atingir um público maior. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois só assim, o país se tornará mais plural e justo.