O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 02/06/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com à padronização corporal torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo uso excessivo de medicamentos, seja pelo investimento em procedimentos cirúrgicos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Além disso, é importante ressaltar que muitas pessoas utilizam-se diversos medicamentos para realizar o processo de emagrecimento, Por analogia, do filme Branca de Neve, na qual a madrasta vira para o espelho e diz “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”, podemos observar que a nossa relação com famigerado espelho não é totalmente bem vista, pelo fato de muitos não aceitarem a própria verdade, fazendo assim com que comece o uso exagerado de remédios para emagrecer. Dessa forma, os indivíduos iram deixar de ter a sua essência e viveram a base de remédios para manter seu corpo do padrão ideal da sociedade.

Ademais, cabe ressaltar que a maioria das mulheres pensa que fazer procedimentos cirúrgicos como silicone e/ou procedimentos estéticos será bem vista pela sociedade e mais atraente para o público masculino. Diante disso, a atriz Marilyn Monroe do Filme Alerquina diz que “Eu sou interessada em dinheiro. Eu só quero ser maravilhosa”, essa citação traz uma análise muita interessante que é que várias mulheres põem isso em pauta, pelo fato de que fazer cirúrgias plásticas é uma coisa essencial para uma mulher ser inserida na população, mas na verdade, elas não se aceitam como realmente são. Dessa maneira, é perceptível que se for realizado muitos processos cirúrgicos poderá acarretar em um aumento expressivo de doenças causadas em relação à pele.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alternar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia social, por meio de panfletagem realizar campanhas para beneficiar pessoas que se acham excluídos por não ter realizado nenhum tipo de procedimento estético e/ou cirúrgico, promovendo assim mais empatia entre a população, com intuito de reduzir os esteriótipos e o silêncio em relação ao assunto.