O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 01/06/2021

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito a saúde e inclusão social, independentemente de qualquer aspecto. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que muitas mulheres fazem de tudo para entrar num padrão de beleza imposto pela sociedade. Esse cenário nefasto ocorre não só pela formação educacional, mas também pelo estigma do corpo perfeito. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para consolidação dos direitos constitucionais. A priori, nota se que um dos principais males é a má estrutura educacional. Segundo Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Isso quer dizer que a educação é pilar indispensável na base de construção social, pois ela tem poder de trazer conhecimento e reflexão necessária para meninas que são vítimas de uma criação dentro da cultura, a criança é vista como bonequinha, princesinha, sempre elogiada pela aparência. O papel educativo na sociedade tem função primordial na formação cidadã de cada indivíduo. Paralelo a isso, cumpre ressaltar que uma das razões pela qual o problema persiste é que desde de pequenas as garotas têm como padrão o corpo perfeito de princesas. Em consonância a isso, temos como exemplo, uma menina de onze anos, irlandesa, que cometeu suicídio porque não estava feliz com o próprio corpo. Desse modo, é notório, a relação da situação ocorrida e a questão da sociedade frustrada por nunca alcançar o que lhe é imposto. Sendo assim, essa situação tem que ser revertida. Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia -grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião- assumir seu papel de agente social para as questões da cidadania por meio de novelas, documentários e reportagens, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade de ditar padrões estéticos e de feminilidade a ser seguidos, com o intuito de reduzir os estereótipos e o silêncio em relação ao assunto. Assim, pode-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente.