O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 02/06/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o culto à padronização corporal no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o culto à padronização corporal no Brasil. Nesse sentido, à busca pela padronização corporal leva a transtornos alimentare como: anorexia, bulimia e vigorexia. Que causam sintomas como a perda intensa de peso e transtornos psícológicos . Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que, infelizmente, é evidente no país.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, por intermédio da realização de mutirões mostrando os efeitos positivos da prática de exercícios físicos com moderação e os efeitos negativos de uma vida sedentária ou obcecada pelo corpo, tendo em vista a diminuição e prevenção de casos de distúrbios alimentares e psicológicos provenientes da padronização do corpo e da beleza, a fim de abolir o preconceito causado pela visão negativa de não se encaixar nos padrões corporal. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.