O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O culto à padronização corporal, é algo que, mundialmente, vem sido aderido cada vez mais, tornando o corpo perfeito o objetivo de vida de uma pessoa em nossa sociedade. Porém, em pleno século XXI, tal conceito já devia ter sido extinguido de nossos pensamentos, tendo como conhecimento geral a questão de que todos são diferentes. Entretanto, as empresas e marcas, na maioria das vezes, preferem vender uma ideia de um corpo perfeito e fabuloso. Portanto, cabe a sociedade perceber e dissipar à padronização corporal  dela mesma.

Primeiramente, vale ressaltar o quanto a exigência de um corpo perfeito afeta a mente das pessoas, podendo fazer-las utilizarem de substâncias até mesmo ilícitas. Segundo a UOL, em 2020, cerca de 2,8% dos homens fizeram a utilização de esteróides anabolizantes para o ganho de massa muscular. Já entre as mulheres, o valor foi menor, sendo 0,4%. Tais comportamentos podem chegar a causar dismorfia muscular. Deste modo, vale a pena discutir e analisar os fatores que favorecem esse quadro.

Segundamente, deve-se entender a importância da rede social nesse fator, seja quando uma marca publica algo que influêncie a ter o “corpo perfeito”, até quando as mesmas evitam expor pessoas consideradas pela sociedade fora do “padrão de beleza”. Além disso, com o surgimento das redes sociais, os “likes” e “favoritos” em fotos acabaram tornando-se fatores essênciais na vida de certas pessoas, onde as mesmas dependem dos mesmos para se sentirem bem consigo mesmas. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.

Depreende-se, desta meneira, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio da sociedade promova campanhas de aceitação corporal, a fim de incentivar, novamente, a aceitação e evitar que problemas causados por tentativas de alcançar o corpo ideal aconteçam. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária e culta, onde o Estado desempenhará corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.