O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/06/2021
Na Grécia antiga, as regras da beleza eram todas importantes. Para os Gregos, um corpo bonito era considerado evidência direta de uma mente bonita, por isso passavam horas na academia. As mulheres gregas antigas tinham Afrodite como seu ídolo, a Deusa do amor e da beleza. Todas as mulheres e especialmente as que moravam em Atenas eram obcecadas por segredos de maquiagem e embelezamento. De maneira análoga, a sociedade brasileira apresenta a consolidação dessa ideologia e tem prejudicado a autoestima e saúde de muitas pessoas. Nessa perspectiva, é preciso entender sobre a padronização corporal disseminada pelas mídias e os transtornos alimentares associados à caminhada para atingir o “corpo ideal”.
Em uma primeira análise é possível identificar que a mídia tem imposto um estereótipo, principalmente de beleza feminina, os comerciais, desfiles, novelas, propagandas tem mostrado que para ser aceito na sociedade deve ser magra, vestir um número específico ou ter um cabelo liso. Diante de toda essa manipulação apenas 25% das jovens de 18 aos 22 anos não sentem a pressão de buscar o padrão de beleza.
Outrossim, é fundamental apontar os problemas que o culto a esses padrões pode acarretar, como a chamadas doenças da beleza, que são transtornos dismórficos corporais (TDC) que, por sua vez, configuram um quadro de ansiedade severa, enquadrado como transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Por sua vez, esses transtornos geram uma distorção na imagem corporal e também uma mudança severa no regime alimentar – como a anorexia, vigorexia, bulimia e ortorexia.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos relacionados a padronização corporal. Para isso, é imprescindível que empresas do setor de beleza e moda, por intermédio de propagandas que mostrem que todos os corpos são bonitos e que não existem um tipo de corpo perfeito, a fim de reduzir os problemas relacionados a insegurança dos corpos.