O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/06/2021
Promulgada pela ONU em 1948, uma declaração Universal dos direitos humanos garante a todos os obrigados o direito ao bem-estar. Conquanto, essa obsessão pela simetria corporal impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é um fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos padrões impostos pela sociedade. Segundo o filósofo Karl Marx, o pensamento prevalecente em uma sociedade comum é imposto pela classe dominante. Dessa forma, é perceptível que, o grupos mais prejudicados sejam os menos favorecidos financeiramente.
Faz-se mister, ainda, saliente o número de propagandas sobre o “corpo perfeito” como impulsionador da busca pela padronização. De acordo com o Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e economia é uma característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, as imposições da sociedade, oprimem os que não se encaixam nesse padrão, tendo como consequência o aumento do número de casos de depressão, ansiedade, suicídio, entre outros.
Infere-se, portanto, que ainda a entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urgente que o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) obrigue as propagandas regulares que incitem a adoção de padrões estéticos com maior rigidez, promovendo a diversidade de aparências. Dessa forma, o Brasil poderia superar a obsessão pelo padrão corporal.