O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/06/2021
Conforme a Constituição Federal de 1988, o Estado deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais. Ao fazer uma analogia com a situação brasileira, percebe-se um aumento no culto à padronização corporal e, consequentemente, de doenças e lesões. Tal circunstância foi influenciada pelas mídias sociais e a indústria da moda, uma vez que relaciona o bem-estar social com o corpo idealizado pela sociedade contemporânea. Assim, é notório problemas tais como: aumento de distúrbios alimentares e lesões musculares.
Em primeiro plano, é importante destacar que os avanços tecnológicos ocorridos no século XXI contribuíram para a progressão das mídias sociais e, posteriormente, para os distúrbios alimentares. Isso porque, tais mídias influenciam o indivíduo para que ele siga a exigência estética impostada na coletividade de um corpo magro e aparentemente saudável. Além disso, um outro colaborador para esse cenário é a indústria da moda, por meio da maior valorização de modelos com baixa massa muscular. Isso incentiva para que ocorra os distúrbios alimentares, que são causados pela redução extrema na alimentação ou o consumo em excesso. Tal fato pode ser evidenciado por uma pesquisa realizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que revela que cerca de 4,7% dos brasileiros sofre de distúrbios alimentares e na adolescência, esse índice pode chegar até a 10%.
Entretanto, os distúrbios alimentares não são a única consequência. Como também, é evidente o aumento de lesões musculares, como as tendinopatias (machucado no tendão) e fraturas por estresse, já que são ocasionados pela prática excessiva de exercícios físicos e a ausência do acompanhamento adequado de um profissional especializado. Com base nisso, de acordo do jornalista Joze de Goes, a saúde do homem depende muito da saúde do planeta. Ou seja, há uma interdependência na formação da saúde de um indivíduo com a constituição sociocultural da nação. Dessa forma, a privação de medidas vinculadas à saúde torna-se prejudicial para o país.
Portanto, é evidente a necessidade de medidas mais eficazes que venham a amenizar tais consequências. Por conseguinte, cabe ao Governo, juntamente o Ministério da Saúde, desenvolverem campanhas e palestras sobre a educação física e mental paralelo ao tema central, principalmente ao público juvenil e adulto, por meio de verbas governamentais e parcerias com instituições educacionais, com a utilização das mídias sociais e meios impressos, mas também a participação dos educandos e seus respectivos responsáveis legais, a fim de que assim possa haver melhor conscientização acerca da temática no ambiente escolar e social.