O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 05/06/2021

Atualmente na sociedade, muito se debate sobre a busca desenfreada pelo corpo padrão que é apresentado pela mídia, absorvido e estruturado pela sociedade que impõe e cobra indiretamente dos indivíduos um modelo de estatura. Há muito tempo essa imposição aumentou, já que as indústrias de beleza começaram a financiar propagandas para vender seus produtos que prometiam mudanças estéticas. No entanto, essa exigência pode causar transtornos e seus efeitos precisam ser analisados e discutidos.

Primeiramente, é importante ressaltar que se nota que a mídia exerce papel preponderante na imposição de protótipos ideais de beleza. Ao divulgarem publicidades de produtos estéticos milagrosos e exaltarem famosos pelos seus portes físicos atléticos em detrimento das suas potencialidades pessoais, os programas de TV, por exemplo, incentivam as massas a se adequarem a padrões previamente estabelecidos para serem aceitas em determinados círculos sociais. Com isso, grande parte dos cidadãos se submete a dietas extremamente restritivas ou opta, até mesmo, por intervenções cirúrgicas desnecessárias que podem oferecer risco de vida.

Em segundo lugar, deve ressalta-se que esse esforço contínuo na busca pelo corpo perfeito não traz satisfação duradoura e gera infelicidade, uma vez que muitos padrões impostos socialmente são inalcançáveis. Tal fato implica em efeitos severos que vão desde problemas de baixa autoestima até transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia. Nesse âmbito, fica evidente que as tentativas de padronizar um “corpo perfeito”, promove a formação de indivíduos que desistem de si mesmo e dos seus hábitos saudáveis.

Portanto, urge que o problema seja dissolvido. Assim, as próprias mídias devem criar mecanismos para regular os conteúdos que são propagados em seus anúncios e programações, substituindo os discursos padronizadores por campanhas que reflitam sobre os lados exagerados e negativos nas tentativas de possuir o “corpo perfeito”. As escolas, por sua vez, podem criar projetos educativos destinados aos estudantes, como palestras, com o objetivo de ampliar as discussões sobre os padrões estéticos dominantes, reduzindo consequentemente os problemas relacionados ao assunto.