O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 07/06/2021

Manifestada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante à sociedade os direitos básicos, como saúde e bem-estar social. Entretanto, quando se observam os malefícios gerados pelo padrão de beleza na sociedade, percebe-se que a declaração é refutada. Nesse contexto, é de conhecimento geral que esse modelo de aparência é um desafio para o país,  que acontece não só por conta do estado psicológico do indivíduo, mas também das diversas propagandas vinculadas a respeito da ideologia do corpo ideal.

Em primeiro plano, o modelo padrão gera impactos tanto superficialmente — corpo — quanto emocionalmente — psicológico —. Nesse contexto, pode-se citar o filme “O mínimo para viver”, na qual a personagem principal, interpretada pela atriz estadunidense Lily Collins, sofre com a anorexia, decorrente de pressões psicológicas realizadas por si própria, uma vez que se via com um peso acima do considerado correto. Assim, vale ressaltar que os jovens são os principais alvos, já que estão na fase de socialização, com o desejo de se encaixarem no padrão. Portanto, é inadmissível que essa situação perdure.

Outrossim, diariamente são veiculadas propagandas relacionadas ao corpo ideal que os indivíduos de uma população devem possuir, de maneira rápida e fácil. Remédios, emagrecedores naturais e cirurgias plásticas anunciadas em diversos meios de comunicação estão constantemente presentes no cotidiano dos seres, refutando dessa forma o pensamento do filosofo alemão, Arthur Schopenhauer, uma vez que, segundo ele, o maior erro do homem é sacrificar a saúde em prol de qualquer outro benefício, como a idealização da aparência perfeita.

Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que o Concelho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) realize propagandas em diferentes meios midiáticos, como em canais de televisão ou plataformas digitais, que incentivem a descontrução de padrões corporais, promovendo a diversidade e aceitação de diferentes fisionomias. Espera-se que assim, os seres se sintam livres e satisfeitos com suas aparências, concretizando os direitos básicos de uma sociedade.