O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O culto à magreza nem sempre foi o padrão de beleza. Hoje, a mídia e a própria sociedade ditam as padrões bem diferentes dos naturais daquela época, entre silicones, e bisturis, resta discutir os impactos e as consequências dessa padronização na contemporaneidade. O estigma do corpo perfeito é imposto todos os dias.Seja em capas de revistas ou em tutoriais pela internet, homens e mulheres com corpos torneados demonstram a ideial perfeição, o grande problema é que, no mundo real, esse padrão na qual foi inserido é quase impossível de ser atingido, resultando em uma sociedade totalmente frustrada por nunca alcançar o que lhe é imposto.

O sentiemnto que se desenvolve é que, fora daqueles padrões, o homem não é saúdavel, para o desejo de optar pelo consumo. Além disso, essas padronizações não respeitam os biotipos, o corpo humano é multidimensional e esteticamente “plural” por si só. Diante de tantas misturas e formas, chega a ser cruel eleger apenas uma como legítima e digna de representar o belo.

A busca desenfreada por tentar assemelhar esse tal padrão, levaram muitos a arriscarem suas vidas utilizando os procedimentos cirúrgicos arriscados e dietas que comprometem a saúde. Existe outro ponto aonde não podemos esquecer é que nós vivemos em um mundo capitalista, em que os desejos e também os nossos interesses são produzidos em massa, para a indústria do consumo é simplesmente mais fácil padronizar os gostos, pois neste jeito, promovem o consumo desbalanceado.

Assim é preciso que se reflita sobre essa representação corporal que nós é imposta a cada dia, o primeiro passo tem que ser dado pelo próprio indivíduo, sendo mais flexível consigo mesmo e libertando-se desta visão limitada de beleza, e sim aceitar -se que é um processo de evolução. Nessas situações é preciso também o apoio dos agentes sociais, a escola principalmente precisa levantar esses questionamentos e debater sobre os estigmas corporais.