O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/06/2021
O culto à magreza por muitos anos não representou a beleza. No período da renascença italiana, por exemplo, o ideal para uma mulher eram quadris largos e peitos grandes. Já essas características não representavam a mulher na Roma, que necessitava de pequenos seios e estreitos quadris para se encaixar nos padrões da época. Atualmente a mídia e as redes sociais têm papel fundamental para a idealização desses padrões muita das vezes não natural e editável através de um simples aplicativo de celular.
A idealização de um corpo perfeito é imposto a sociedade todos os dias em todos os lugares seja em revistas, propagandas de televisão ou até mesmo um simples anúncio do YouTube. Os corpos padronizados estão sempre presentes no cotidiano das pessoas, o problema é que no mundo real é praticamente impossível de alcançar esse padrão naturalmente, que muita das vezes resulta em frustação ou até mesmo em milhares de reais gastos em cirurgias plásticas. O sentimento desenvolvido é que fora desse padrão o homem ou mulher não é desejado ou não está saudável.
Essas padronizações não respeitam as diferenças humanas, muitas das vezes sendo impossíveis de alcançar por determinado biótipo. O corpo humano possui várias formas e traços diferentes, com formas multidimensionais. Dentro de tantas diferenças, é impossível e injusto escolher apenas uma como representante do belo.
Outro aspecto também importante é que a sociedade em que vivemos é capitalista e deseja sempre empurrar diferentes produtos para os consumidores. As pessoas que buscam pela “perfeição” acabam consumindo muitos desses produtos gerando muito lucro as empresas de cosméticos ou até mesmo as clinicas de cirurgias plásticas.
É importante observar que o culto a padronização está cada vez mais intensificado, tanto no Brasil quanto nos outros países. Sendo assim é importante que o ministério da saúde invista em conscientização e em prevenção de doenças acarretadas por esses padrões, como a bulimia e a anorexia. É importante também que a mídia participe, promovendo comerciais com a quebra dessa padronização expondo diferentes tipos de biótipos e mostrando que não existe o perfeito.