O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/06/2021

No século XXI, a globalização da padronização corporal passou a ser a marca mais forte do período contemporâneo. Tal fato, tem ocasionado diversas complicações, principalmente à nova geração de jovens e adolescentes que no início do desenvolvimento psicossocial não conseguem discernir o que é patológico ou saudável para a sua saúde.

Primeiramente, é válido destacar que na cultura brasileira o corpo é um meio de aceitação social, o padrão de corpo estabelecido pela sociedade está atrelado à corpolatria, ou seja, o culto ao corpo. E em busca dessa aceitação social, cada vez mais as jovens recorrem a mecanismos estéticos, formulas milagrosas, dietas “malucas”, para ficarem mais magras e “saradas”. Os investimentos na aparência tem sido crescente na sociedade atualmente. O que vem acontecendo é uma transformação do corpo em objeto, em que este deve se moldar aos padrões estéticos preestabelecidos pela sociedade.

Além disso, vale ainda mencionar os problemas alimentares que a busca excessiva pelo corpo perfeito pode trazer. A anorexia é um conhecido problema alimentar no qual as pessoas param de comer e ainda buscam formas de emagrecer mais ainda, como exagerar em atividades físicas, usar laxantes e diuréticos, fazer jejum e forçar vômito. Tudo isso faz com que o corpo se definhe, chegando a um grau excessivo de desnutrição e podendo até mesmo levar a morte. Dessa forma, verifica-se que se faz necessário que as questões relacionadas aos padrões estéticos passem a ser objeto de cognição pelas autoridades públicas do país.

É notória, portanto, a influência de fatores educacionais e culturais na problemática supracitada. Nesse viés, cabe às escolas, em consonância com o Ministério da Saúde, orientar a população acerca da relevância da aceitação pessoal. A ideia é, a partir de palestras e debates nas salas de aula, além de campanhas na internet e nas ruas, desconstruir os padrões criados e promover a diversidade de belezas. Ademais, tornaria-se importante o poder legislativo criar organizações especializadas no âmbito psicológico, no intuito de tratar e prevenir vítimas da mencionada questão. Assim, teríamos uma relevante diminuição do referenciado problema que cresce persistentemente no Brasil.