O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/06/2021
Desde a globalização, período no qual está relacionado a várias mudanças na sociedade, uma a ser citada é a idealização de um padrão de beleza mundial. Sob esse viés, ao fazer uma análise da pós-modernidade, é possível ver que em virtude a esse padrão mundial, como revistas e televisão enaltecem um único e inalcançável modelo corporal, levando mais da metade da população feminina a se sentirem pressionadas e inseguras com os corpos próprios. Dessa forma, evidencia-se a questão da problemática do culto à padronização corporal seja o enaltecimento de um corpo magro e branco, seja a diminuição de corpos gordos e de pele escura.
Primeiramente, procurar pela palavra “padrão” no dicionário, é possível encontrar os seguintes significados: “base de comparação consagrada como modelo” e “aquilo que serve para ser imitado como modelo”, ou em outras palavras, o padrão é um modelo a ser seguido e imitado pela sociedade. Porém, pela pressão em busca desse “corpo perfeito”, diversas pessoas a doenças sérias que prejudicam a saúde e a sociabilidade. De acordo com que a psicóloga clínica analista do comportamento Mariana Oliveira falou em uma entrevista, essas doenças, as mais comuns são: depressão, ansiedade, autoestima baixa, anorexia, bulimia e vigorexia.
Ademais, conforme dados da Euromonitor, o faturamento do mercado de beleza no Brasil atingiu uma marca de 29,62 bilhões de dólares no ano de 2019 e tende a crescer mais a cada ano. Esse é o resultado de milhões de homens e mulheres infelizes com os corpos próprios e que decidir fazer procedimentos estéticos e intervenção cirúrgica, para chegar um pouco mais perto do ideal de beleza imposto pelas empresas que lucram com a insegurança da população. Outrossim, é de extrema importância citar o movimento “Corpo Positivo” que preza pela aceitação do corpo sem ter a necessidade de se encaixar em um padrão. Uma pessoa muito importante para esse movimento no Brasil é uma blogueira e ativista Alexandra Gurgel, que usa de suas redes sociais para falar e incentivar mulheres a não só aceitar seus corpos, mas amá-los.
Em geral, como medidas devem ser efetivadas para que aja maior inclusão de pessoas fora desse modelo padrão. É necessário que essas pessoas sejam vistas na posição de influência em locais como capas de revistas, passarelas famosas e protagonismo de filmes e novelas, um fim de que pessoas desse mesmo grupo se sintam representadas e melhores com seus próprios corpos vendo que estão sendo valorizados pela sociedade que mesma antes os ignorava.