O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/06/2021
No livro “Sociedade do Cansaço”, o autor Byung-Chul Han afirma que a produtividade, positividade e comunicação exacerbada na conjuntura social atual resulta em um colapso do indivíduo. Nesse sentido, é possível analisar que um dos reflexos dessa nova realidade vivida é um intenso impacto do culto à padronização corporal. Sob esse viés, uma sociedade brasileira depara-se com objetivos para amparar corretamente como pessoas que atendem a padronização de seus corpos: os padrões reforçados pelo âmbito social e digital e o deficitário auxílio do Estado na promoção de campanhas e tratamento adequado.
Em primeira análise, é importante pontuar que o reforço de esteriótipos sociais é um dos principais fatores que corroboram para a perpetuação dessa problemática. Segundo o conceito de Refugo Humano Bauman, uma sociedade globalizada tende a excluir pessoas incapazes de acompanhar como expectativas desejadas. Analogamente, o tecido social banaliza o sofrimento que não possui o corpo aos padrões que a sociedade impõe. Nas redes sociais, esse cenário é agravado pela ideologia errônea de que se deve agir como se fosse feliz e sucessor em todo instante, sustentando ao indivíduo debilitado a sensação de fracasso e deslocamento.
É importante destacar, também, que a prática de bullying, principalmente no âmbito escolar e familiar, pode causar consequências à vítima. Nesse contexto, jovens e adolescentes brasileiros usam-se da bulimia, anorexia ou vigorexia para se sentirem nos padrões impostos pela sociedade. Ademais, muitas outras substâncias perigosas como esteroides anabolizantes sem o acompanhamento de um profissional, podendo acarretar problemas de saúde ou até mesmo a morte. Contudo, no Brasil, percebe-se que os órgãos responsáveis continuamente falham no seu compromisso para com o cidadão, uma vez que sua negligência fortalece o preconceito e o agravamento dessa problemática.
Portanto, infere-se que devem ser medidas no fito de amenizar esse cenário hodierno. Para erradicar o estigma associado ao culto à padronização corporal no Brasil e permitir que os mesmos tenham o tratamento adequado, incite o Ministério da Educação em parceria com a Mídia, invista em campanhas de conscientização sobre o tema, por meio das plataformas digitais e mobilização comunitária . Assim, poder-se-á solucionar essa questão e superar uma das barreiras advindas da Sociedade do Cansaço de Byung Chul Han.