O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/06/2021
No século XXI, com a globalização e a tecnologia cada vez mais avançada, a padronização corporal passou a ser uma das maiores características do período. O padrão de beleza exigido pela mídia e por vários outros meios de comunicação, torna-se cada vez mais prejudicial à saúde física e mental da população brasileira. Desta forma, cabe discutir acerca dessa problemática.
Diante dos fatos apresentados, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, 77% das jovens e adolescentes de São Paulo apresentam propensão a desenvolver algum tipo de distúrbio alimentar. Isso acontece, muita das vezes, pelo padrão de beleza imposto pela sociedade, as pessoas que não estão nesse padrão, acabam sendo menosprezadas e julgadas. Percebe-se, então, que esse padrão de corpo e de beleza deve deixar de existir na sociedade brasileira.
Outrossim, como diz a escritora Chimamanda Adichie, “se repetimos uma coisa várias vezes, ela se torna normal. Se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal”. Similarmente esse pensamento entra em conformidade com a padronização corporal de modelos em anúncios, novelas e desfiles. Essa utilização constante de um “corpo perfeito” que, na maioria das vezes, não é a realidade do corpo das mulheres, faz com que elas se comparem com esses modelos e se sintam inseguras, como se tivesse algo de errado com o corpo delas.
Diante do exposto, entende-se a necessidade de reunir esforços para acabar com a padronização corporal no Brasil. Logo, é imprescindível que a Mídia, junto com empresas de roupas e cosméticos, implemente anúncios com modelos e atrizes com todos os tipos de corpo, desenvolvendo um aumento na representatividade de corpos de todas as cores, formatos e tamanhos, com a finalidade de ter uma menor padronização do corpo na sociedade. Com essas condutas, ter-se-á um Brasil melhor para todos.