O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/06/2021
No limiar do atual século, muito se discute sobre os padrões de beleza, onde a sociedade moderna impõe que corpo perfeito é aquele magro, sem dobras e com uma musculatura intacta. Esses fatos vêm de uma grande emblemática histórica, associada aos modos de pensar de antecedentes humanos. Apesar de ser um fato retrógrado, a busca pelo corpo perfeito ascende a cada dia na sociedade, principalmente em mulheres jovens.
Em primeiro plano, é importante ponderar que, de acordo com a pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), cerca de 85% das pessoas disseram que são infelizes com o seu corpo. Isso vai se tornar uma problemática acentuada, visto que muitas pessoas acabam usando medicamentos sem nenhuma restrição e procedência, gerando agravamentos na saúde, e muitas vezes nem trazem resultados. No entanto, não é razoável que haja esse corpo perfeito, imposto pela sociedade.
De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman, defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é um dos principais conflitos da pós modernidade, e , por isso, parcela da sociedade tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar de subdesenvolvido, a alimentação rápida e prática, muitas vezes com fast food acabam afetando no balanço energético de consumo da alimentação das pessoas.
Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem de diferentes formas para contornar esse problema. Cabe às pessoas repudiar e não utilizar remédios para tratamentos sem o auxílio médico e sem saber a procedência deste, além de se alimentar de forma mais branda e saudável para que se reduza a emblemática. Ao Governo Federal, por sua vez, cabe averiguar e não disponibilizar a venda de medicamento sem prescrição médica adequada assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito e romperá às correntes individualistas aludidas por Bauman.